quinta-feira, 18 de junho de 2020

Processos de influência entre os indivíduos

Processos de influência entre os indivíduos

Influência social- capacidade de alguém modificar as ideias e os comportamentos dos outros.

Processos de influência entre os indivíduos:
  1. Normalização 
  2. Conformismo
  3. Obediência

Normalização

Normas: regras sociais básicas, que estabelecem o que as pessoas podem ou não fazer, em determinadas situações. Estes esquemas de comportamento, que acabam por ser seguidos de forma automática, são da responsabilidade dos agentes de socialização( pais, professores).

Vantagens das normas:
  1. Orientação do comportamento
  2. Asseguram ao grupo uma identidade
  3. Asseguram a estabilidade da nossa vida social
Anomia: caracteriza um estado de crise e rutura entre as regras e os valores que normalizam o ajustamento dos comportamentos sociais. Esta ausência de normas sociais pode gerar reações como suicídio ou criminalidade.

Conformismo
Conformismo- forma de influência social que resulta do facto de uma pessoa mudar o seu comportamento ou as suas atitudes por efeito da pressão do grupo.


Fatores relacionados com o Conformismo:
  1. A unanimidade do grupo- o conformismo é maior nos grupos onde há unanimidade.
  2. A natureza da resposta- o conformismo aumenta quando a resposta é dada em público
  3. A ambiguidade da situação- a pressão do grupo aumenta quando não estamos certos do que é correto.
Explicações para o conformismo:
  1. Explicação cognitiva- influência informativa respondendo ao desejo de uma perceção exata da realidade.
  2. Explicação motivacional- influência ligada à necessidade de se conformar com as expetativas do grupo.
Obediência
Obediência: algo que acontece quando as pessoas não se sentem responsáveis pelas ações que levam a cabo, sob a ordem de uma figura de autoridade. A aceitação das ordens que se sentem como obrigatórias pode influenciar as pessoas a comportarem se de uma determinada maneira.

Fatores que influenciam a Obediência
  1. A proximidade com a figura de autoridade
  2. A pressão do grupo
  3. A proximidade da vitíma
  4. A legitimidade da figura de autoridade.
Influência das Minorias

  1. Consciência sincrónica: o grupo minoritário deve ser unânime; para serem influentes,os seus membros tem de ter ou mostrar um rigorosa homogeneidade nos seus julgamentos.
  2. Consciência diacrónica: o grupo deve manter o mesmo sistema de resposta de forma prolongada no tempo. Quanto mais um grupo persiste nos seus julgamentos, mesmo que errados, maior é a possibilidade de os outros mudarem de opinião.



 

                                                                                       Rodrigo Coelho 12C



quarta-feira, 17 de junho de 2020

A mente- integração das dimensões cognitiva, emocional e cognitiva

O carácter específico dos processos conativos 

Esforço da realização 

     O que move alguém a amputar o próprio braço como fez Aron Ralston ou a fundar uma associação como fez Salvador Almeida? O que te fez levantar do sofá e ir á cozinha beber um copo de água? O que te leva a percorrer quilómetros de bicicleta para ires ter com um amigo? O que explica a tua curiosidade?

Todas estas questões podem traduzir-se numa só: o que é o motivo? A resposta é complexa, já que pode ser uma necessidade, uma vontade, um interesse ou desejo que orienta o teu comportamento. De forma simples, podemos falar em motivação e no conjunto de forças (internas e externas) que mobilizam, dirigem ou sustentam o teu comportamento, conferindo-lhes força, direção e persistência.

Os porquês que estão na raiz das nossas escolhas e ações, isto é, que estão na base da parte proativa da motivação correspondente aos processos conativos. A cotação é, portanto indissociável da motivação.

O esforço de realização é uma componente importante dos processos conativos. Se através das nossas ações queremos concretizar desejos e objetivos, seria irrealista pensar que tal pode conseguir-se sem empenho, força de vontade e mesmo coragem e resiliência. Abraham Maslow, propôs uma teoria da motivação que salienta a dificuldade de atingir a autorrealização.


  A grande questão que, segundo Maslow, uma teoria da motivação deve colocar é esta: o que queremos mais na vida? Qual a nossa motivação fundamental? Segundo Maslow, o ser humano deve procurar realizar a sua natureza humana, autorrealizar-se, mas segundo o ritmo das suas próprias necessidades.
Devemos a Maslow a classificação das motivações (1970) que até à data recebeu a melhor aceitação por parte dos estudiosos. É conhecida por pirâmide de Maslow porque as motivações estão organizadas em cinco  níveis hierárquicos que exprimem diferentes graus de motivação e de realização. Na base da pirâmide estão as necessidades fisiológicas e de segurança indispensáveis à sobrevivência e no topo e zona intermédia as necessidades superiores e propriamente humanas. O surgimento e a satisfação eventual destas últimas necessidades básicas. Devido às circunstâncias, muitos seres humanos nem as necessidades mais elementares conseguem satisfazer.

Consideremos a pirâmide das motivações
Que relação se estabelece entre necessidades deficitárias e necessidades de ser?





Dois tipos de necessidades:

As necessidades deficitárias- orientadas para a satisfação de carências- são prioritárias. O facto de não serem superiores não quer dizer que não tenham muita força. A não satisfação das necessidades biológicas fundamentais implica que o indivíduo não se sentirá motivado para a procura de outros objetivos. À medida que cada necessidade “inferior” (na hierarquia) é satisfeita, surge a seguinte (embora não seja necessária a completa satisfação da necessidade anterior). A necessidade de segurança (futuro relativamente assegurado, vida estável, etc.), uma vez satisfeita, abre caminho para uma nova necessidade superior (necessidade de pertença e afeto). Contudo, se a segurança é constantemente ameaçada, a ascensão na pirâmide motivacional muito provavelmente não se efetuará, reduzindo-se o campo da motivação

As necessidades de crescimento ou ser (de autorrealização) distinguem-se das necessidades deficitárias porque estas, quando devidamente satisfeitas, perdem energia,
ao passo que as necessidades de ser crescem quanto mais são satisfeitas, isto é, o nosso
ter tende a um desenvolvimento cada vez maior. Segundo Maslow, as necessidades de
autorrealização são dotadas de “autonomia funcional”, isto é, podem desvincular-se de necessidades anteriores, o que significa que o ser humano autorrealizado pode viver sem satisfazer algumas necessidades deficitárias, como o prestigio ou sucesso.


 O número de pessoas que, segundo Maslow, atinge a autorrealização é mutíssimo reduzido. Largos milhões de pessoas estão a esse respeito limitados quer pelos padrões culturais do meio quer pela terrível luta pela sobrevivência.

Imaturidade do bebé humano

               A imaturidade do bebé humano

    Ao nascimento biológico do ser humano sucede o seu         nascimento psicológico.

O humano quando nasce é um ser imaturo. Essa imaturidade torna-o dependente de adultos para se alimentar e ser protegido.

                              
                          Competências para comunicar 
  A comunicação entre o bebé e os pais faz-se através de um conjunto de trocas de sinais que manifestam as suas necessidades e estados emocionais. A qualidade da relação depende da capacidade de responderem adequadamente aos estados emocionais do outro. Este processo é designado de regulação mútua ( processo através do qual o bebé e os progenitores transmitem estados emocionais e respondem de modo adequado).
 O bebé é um sujeito ativo que emite sinais daquilo que pretende e que responde. Logo que nasce, o bebé é capaz de dirigir a sua atenção para os estímulos do meio ambiente - distingue sons, vozes, imagens e odores. O choro, o sorriso, as expressões faciais e as vocalizações são alguns dos meios usados para esse meio.
                                          O sorriso  
Sorriso é sinônimo de conforto do bebê; entenda   O sorriso é uma das formas de comunicação que desencadeia a confiança e o afeto, reforçando a necessidade que os adultos tem em satisfazer o bebé. O primeiro sorriso pode ocorrer logo após o nascimento, de modo espontâneo. Depois de comer ou adormecer, é frequente esboçar um sorriso. Este sorrisos são automáticos, reflexos e involuntários. É entre as 6 e as 12 semanas que o sorriso se manifesta como meio de comunicação social do bebé. 


                                          O choro      




O que pode significar o choro do bebê: como identificar e o que ...  O choro é o meio mais eficaz para manifestar uma necessidade ou mal-estar. Existem 4 tipos padrões de choro: choro básico de fome, choro de raiva, choro de frustração e choro de dor.
 Os pais reconhecem o tipo e respondem ao bebé.


                            

                                 As expressões faciais 
  A tristeza, o medo, a alegria, a raiva e a surpresa são emoções que podem manifestar-se através de expressões faciais. As expressões faciais têm um valor comunicacional porque transmitem uma mensagem que tem expectativa de uma resposta. 


                                     As vocalizações
Os bebés desde muito cedo emitem sons vocais como resposta às vocalizações dos adultos. Chama-se lalação ao tipo de emissões reproduzidas entre os 3 e os 6 meses. As vocalizações que vão evoluindo para a forma de conversa são um reforço para a atenção dispensada pelos adultos.